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Como a saúde impacta no meu aprendizado?

Nesta série de artigos iremos conversar um pouco sobre como conseguir melhorar a qualidade do nosso aprendizado. A série será composta por 5 posts, eles serão: 

A base do aprendizado é o estudo, e ele está presente em praticamente todas as atividades de nossa vida. Porém, quando o assunto é aprender, estudar não é tudo. Para isso, precisamos nos preocupar com aspectos mais básicos do nosso dia a dia. 

Exatamente. 

Precisamos cuidar de nós mesmos para aprender com qualidade. Por isso, antes de falarmos sobre técnicas de estudo, vamos conversar um pouco sobre a vida ? 

Nesse post iremos abordar os 3 aspectos centrais de nossas vidas, o sono, a alimentação e os exercícios. 

Vamos lá?

Como o sono impacta nos meus estudos?

Uma das atividades mais importantes para o aprendizado é o sono. Sem um sono de qualidade não é possível se desenvolver em nenhuma área. 

Pois, como veremos mais à frente, ele possui relação direta com a consolidação de memórias.

Como se não bastasse isso, um sono de má qualidade pode aumentar suas chances de ter distúrbios psiquiátricos, déficits cognitivos e inúmeros outros problemas. 

Este estudo buscava compreender o quanto o sono auxilia na formação de habilidades motoras. 


Para isso, 62 alunos deveriam realizar a tarefa de pressionar uma sequência de números, com sua mão não dominante. 

Eles foram divididos em 5 grupos. Não falaremos sobre os grupos para não estender o artigo, porém é possível vê-los através da imagem abaixo.

As divisões buscavam eliminar a possibilidade de outros fatores, exceto o sono, serem responsáveis pela melhora dos alunos.

Ao fim do estudo foi possível notar um desenvolvimento, de aproximadamente 20%, na performance dos alunos após dormir. O mesmo não ocorria quando os alunos permaneciam acordados, seja por 12 ou 4 horas.

Mas o que isso significa ?

Bom, isso significa que 2 fatores auxiliavam os alunos na progressão de suas atividades, a prática e o sono.

Demonstrando, assim, o impacto que dormir tem sob o desenvolvimento de funções motoras.

Mesmo que saibamos da importância do sono e isso seja, de certa forma, um senso comum, é essencial termos um respaldo científico sobre sua importância. 

Porque, muitas vezes, o senso comum não está correto. 

Vamos dar uma olhada em um desses casos ?

Qual o impacto do Ômega 3 na minha dieta ? 

Assim que você tiver controle sobre seu sono, o próximo passo é a alimentação. 

É dela que tiramos energia, tanto para funções motoras quanto cognitivas. Por isso é importante que seja de qualidade.

Existe um senso comum quanto a relevância do Ômega-3. Essa substância é rica em nutrientes potencialmente benéficos a nossas funções cognitivas. 

Porém, estudos demonstram que ele não é tão impactante quanto o conhecimento geral aponta.

Esta revisão científica baseou-se em 87 artigos para compreender o impacto do Ômega-3 no tratamento da depressão.

Infelizmente, a literatura atual é conflitante.


O autor levanta a hipótese de que isso ocorra porque o Ômega-3 é importante para o tratamento de uma depressão causada pela falta desse composto. Porém, ineficaz quando causada por outros motivos.

Além disso, em 2015 foi publicado um estudo que buscava compreender a eficácia da suplementação com Ômega-3, Luteína/Zeaxantina e outros suplementos no declínio das funções cognitivas.

O estudo foi executado de outubro de 2006 a dezembro de 2012, com um total de 3073 participantes ativos.

Ao fim do estudo não foi encontrada nenhuma significância estatística atrelada ao uso da suplementação. 

Demonstrando a ineficácia do Ômega-3 no combate ao declínio cognitivo causado pela velhice.

Essas informações são importantes para destacarmos a utilidade do apoio profissional. 

Muitas vezes criamos nossas dietas com base no senso comum e isso pode ser prejudicial para nossa vida.

Vamos analisar o último grupo de estudos levantado?

A prática de exercícios pode auxiliar meus estudos?

Assim como com o Ômega-3, existe um senso comum de que exercícios são benéficos à nossa capacidade cognitiva.

🤔Será que isso é verdade? Qual é a sua opinião sobre isso?

Para responder essa questão, iremos nos basear nessa revisão científica. Ela foi criada através da análise de 99 estudos.

A primeira sessão fala sobre os estudos humanos, em crianças e adolescentes. 

Ela nos trás a informação de que uma meta-análise recente, foi capaz de demonstrar a relação positiva entre atividades físicas e performance cognitiva, em crianças de 4 a 18 anos.

O desenvolvimento se deu em áreas distintas como QI, testes verbais, matemáticos, conquistas, entre outras. Sendo a memória a única área não impactada por atividades físicas.

A segunda parte do estudo, é voltada para o efeito dos exercícios na velhice.

Nas 3 meta-análises verificadas, foi identificado um efeito positivo do exercício sob a cognição. 

Os benefícios tinham impacto em áreas distintas, como planejamento, memória de trabalho, multi-tasking, controle executivo e outras.

Além disso, as áreas mais beneficiadas são gerenciadas pelo córtex pré-frontal, uma das áreas mais impactadas pela velhice. Fazendo com que os exercícios tornem-se ainda mais impactantes.

Mesmo que a literatura aponte os benefícios do exercício, ainda não compreendemos como isso ocorre a nível celular e molecular. Isso ocorre pois existem limites ao que podemos estudar em humanos.

Fazendo com que os estudos com animais, nessa área, sejam fundamentais para o avanço científico.

Resumidamente, essa literatura dá suporte ao impacto positivo dos exercícios. 

Estudos sugerem que os exercícios causam um aumento na proliferação e sobrevivência de células no Hipocampo.

Como consequência, torna-se necessária a absorção de mais nutrientes pelo cérebro.

Um outro efeito, é o aumento da produção e liberação de IGF1 e VEGF, responsáveis por levar a criação de novos vasos sanguíneos. 

Como consequência, suprindo a nova necessidade nutricional advinda do aumento de células no hipocampo.

Mais estudos são necessários para compreendermos os exatos efeitos dos exercícios. Porém, hoje, a ciência aponta para sua eficácia no desenvolvimento cognitivo em humanos e animais.

Conclusão

Existem inúmeros outros estudos que podem ser analisados e levados em consideração. Entretanto, devido a extensão deste post, não iremos mais a fundo. Se você tem interesse em continuar essa pesquisa esse é um bom caminho.

Aprender é um processo que depende de inúmeras outras coisas que fazemos no nosso dia a dia. 

Para extrair o máximo do nosso foco e cognição precisamos garantir que, primeiramente, nosso sono e alimentação estejam em dia e após isso podemos nos concentrar e praticar uma atividade física.

Assim, você será capaz ter mais qualidade de vida e, como consequência, irá aprender melhor.

Sabemos muito bem da dificuldade ligada a criação de hábitos saudáveis. Por isso, em nosso terceiro artigo, falaremos um pouco sobre o que são hábitos e como podemos implementá-los em nossos dia a dia.

O que vem pela frente?

No próximo artigo iremos conversar sobre o foco. Veremos o que ele é e como podemos trabalhar para desenvolvê-lo.

Além disso, iremos explorar uma questão interessante: A música atrapalha ou ajuda nos nossos estudos?

Qual a sua opinião ? Se quiser ver as informações levantadas, basta clicar neste link.

Referências

  1. Walker M. P., Brakefield T., Morgan A., Hobson J. A., Stickgold R. (2002). Practice with sleep makes perfect: sleep-dependent motor skill learning. Neuron 35, 205–211. Doi:https://doi.org/10.1016/S0896-6273(02)00746-8
  2. Ab Latif Wani, Sajad Ahmad Bhat, Anjum Ara. Omega-3 fatty acids and the treatment of depression: a review of scientific evidence. Integrative Medicine Research, Volume 4, Issue 3, 2015, Pages 132-141,ISSN 2213-4220. Doi: https://doi.org/10.1016/j.imr.2015.07.003.
  3. Chew EY, Clemons TE, Agrón E, et al. Effect of Omega-3 Fatty Acids, Lutein/Zeaxanthin, or Other Nutrient Supplementation on Cognitive Function: The AREDS2 Randomized Clinical Trial. JAMA. 2015;314(8):791–801. doi:10.1001/jama.2015.9677
  4. Hillman, C., Erickson, K. & Kramer, A. Be smart, exercise your heart: exercise effects on brain and cognition. Nat Rev Neurosci 9, 58–65 (2008). https://doi.org/10.1038/nrn2298

87 Comentários

  1. Bom , como grande exemplo a mim mesmo , depois que mudei minha alimentação e comecei dormir melhor , melhorei 100% em questão de qualidade de vida. Amei os textos e artigos. Esclarecedor , posso perceber que estou no caminho certo.

    • É bem a música me ajuda praticamente em tudo q eu fasso já para outras pessoas atrapalha um pouco mas a música me ajuda a focar em muitas coisas e ela me ajuda a focar em meus objetivos e tbm ela me faz eu não desistir das coisas 🙂

  2. Durmo bem e suficiente, tb prático desporto é dos exercícios físicos que tiro a minha boa disposição ou seja energia para encarar o dia

  3. Acredito que o maior fator motivacional para o aprendizado, é o nosso interesse pessoal de absovermos os ensinamentos os quais obtemos através de nossos estudos sejam presenciais ou não. É fundamental que tenhamos um boa saúde, mental, emocional e física .

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